Canto XVII · O retorno a Ítaca
Argos
O velho cão reconhece o dono depois de vinte anos e morre.

Odisseu, de novo mendigo, vai à cidade com Eumeu. No caminho, o cabreiro Melântio o insulta e lhe dá um pontapé. À porta do palácio, deitado no esterco, está Argos, o cão que Odisseu criou antes de partir para Troia. Velho e cheio de pulgas, ele reconhece o dono, abana o rabo e baixa as orelhas, mas não tem forças para se aproximar. Odisseu enxuga uma lágrima escondida. Argos morre logo depois.
No salão, o mendigo pede comida a cada pretendente. Antínoo o humilha e lhe atira um banquinho. Até os outros pretendentes acham que ele passou do limite: um estrangeiro pode ser um deus disfarçado.