Canto IX · Os relatos de Odisseu
O Ciclope
“Ninguém é meu nome.” Odisseu cega Polifemo.

“Eu sou Odisseu, filho de Laertes.” Assim começa o relato. Ao sair de Troia, a frota saqueia Ísmaro, cidade dos cícones, que contra-atacam e matam seis homens de cada navio. Uma tempestade os leva à terra dos lotófagos, onde quem prova o lótus esquece o caminho de casa; Odisseu arrasta os homens de volta aos navios à força.
Na ilha dos ciclopes, Odisseu entra com doze homens na caverna de Polifemo, filho de Poseidon. O gigante os prende e devora seis. Odisseu o embebeda com um vinho fortíssimo, diz que seu nome é Ninguém e, enquanto ele dorme, crava uma estaca em brasa no seu único olho. Quando os outros ciclopes perguntam quem o fere, Polifemo grita: “Ninguém!”
Os gregos escapam agarrados à barriga dos carneiros. Já no mar, Odisseu não resiste e grita seu verdadeiro nome. Polifemo pede ao pai, Poseidon, que Odisseu nunca chegue em casa, ou que chegue tarde, sozinho, num navio alheio, e encontre desgraça no lar. A maldição vai se cumprir.